segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CBDA comemora Pan com 30 medalhas, sendo dez de ouro

Se os esportes aquáticos brasileiros fossem um país, ficariam em nono lugar no quadro geral de medalhas dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, com dez de ouro, nove de prata e onze de bronze. Foi esta a forma que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos usou para comemorar o melhor rendimento da entidade neste tipo de competição.

Por dois segundos lugares a mais, a campanha mexicana superou a do Rio de Janeiro, em 2007. A natação conquistou 80% das medalhas, sendo todas as douradas, oito prateadas e seis de bronze. O grande destaque foi Thiago Pereira, com seis títulos (100m e 200m costa, 200m medley, 400m medley, revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley), um segundo lugar e um terceiro.

"Os esportes aquáticos têm muito orgulho da contribuição que dão para o esporte brasileiro. Temos bons resultados porque trabalhamos muito e em parceria com muita gente, com todas as Federações, clubes, e principalmente com o Comitê Olímpico Brasileiro", exaltou o presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho.

A delegação também teve Cesar Cielo garantindo os títulos dos 50m e 100m livre, além do revezamento. A equipe brasileira masculina triunfou nos 4x100m livre e no 4x100m medley e foi prata no 4x200m medley.

"O resultado foi bom porque fizemos uma excelente aclimatação, tivemos uma estrutura muito boa oferecida pelo COB e porque a equipe estava muito concentrada e profissional. Não tivemos nenhum problema disciplinar. Tecnicamente, a organização dos eventos de natação foi um caos. Todos os dias aconteciam problemas sérios, que iam desde o transporte até a cronometragem, passando pela comida", explicou o supervisor técnico Ricardo de Moura.

O Brasil conquistou o resto das medalhas com o nado sincronizado, os saltos ornamentais, a maratona aquática e o pólo aquático.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Kaio Márcio vira garoto propaganda da Prefeitura carioca para o Rio 2016

Além de ser nadador profissional e o principal nome do nado borboleta no Brasil, Kaio Márcio agora é também garoto propaganda. É que o atleta paraibano, que atua no Fluminense, gravou um comercial para a Prefeitura do Rio de Janeiro sobre os Jogos Olímpicos, que vão acontecer na cidade carioca, em 2016.

kaio marcio 200m borboleta natação pan (Foto: Reuters)

O vídeo, de 46 segundos, faz um paralelo entre os esforços do atleta para disputar uma Olimpíada e os de um trabalhador da construção civil, que está participando das obras do sistema estação da BRT da Transoeste (Bus Rapid Transit, sistema de pontos de ônibus em faixa exclusiva, com estruturas de estações para embarque de passageiros), que, segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, será o principal legado dos Jogos para o Brasil.

A campanha publicitária para divulgar as obras da Prefeitura carioca na cidade olímpica está disponível no canal do órgão no Youtube. Para ver, clique aqui.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Phelps fecha participação na 4ª etapa da Copa do Mundo com quatro ouros

O americano Michael Phelps encerrou a participação na quarta etapa da Copa do Mundo em piscina curta, disputada em Berlim, com quatro medalhas de ouro, neste fim de semana. Já a sua compatriota Missy Franklin quebrou o recorde mundial nos 200m peito.

Phelps, que voltou aos holofotes na semana passada, em Moscou, teve um desempenho ainda melhor na capital alemã, onde conquistou duas vitórias no sábado, nos 100m e 400m medley, além de dois triunfos no domingo, nos 200m medley e 200m costas.

Phelps estreou com vitória nos 400m medley com um tempo de 4m01s49, e ampliou no sábado com 51s65 nos 100m medley. No domingo, ele foi soberano nos 200m medley com 1m51s89, uma marca excelente, e fechou a participação nos 200m costas com 1m50s34. O nadador superou nesta última prova o polonês Radoslaw Kawecki (1m51s37) e o espanhol Wildeboer (1min52s09).

A americana Missy Franklin, de apenas de 16 anos, também foi uma das protagonistas da competição. A atleta de Pasadena, na Califórnia, bateu o recorde mundial nos 200m peito com tempo de 2m00s03, superando a marca da japonesa Shiho Sakai, 2m00s18, conquistada há dois anos, também numa etapa da Copa do Mundo em Berlim. A jovem ainda subiu ao lugar mais alto do pódio nos 100m livre (52s09) e 100m costas (56s73) , além ter levado para casa uma medalha de prata nos 100m medley (59m44).

Missy Franklin reage após conquistar um novo recorde mundial nos 200m peito durante a quarta etapa da Copa do Mundo, em Berlim (Foto: John Macdougall / AFP)

A nadadora que roubou a cena na quarta etapa da Copa do Mundo é uma das revelações da modalidade. Neste ano, ela já faturou a medalha de ouro nos 200 metros peito e o bronze nos 50 metros peito no Mundial de Xangai. Além disso, venceu outras duas provas de revezamento com a equipe dos Estados Unidos (4x200 metros livre e 4x100 metros medley).

A próxima etapa da Copa do Mundo será realizada em Cingapura, entre os dias 4 e 5 de novembro.

Kaio Márcio vai mal no Pan e vê soberania no borboleta ameaçada

Três provas, duas medalhas: uma de ouro e uma de bronze, sendo a primeira no revezamento 4x100 medley, em que ele nem mesmo nadou a final, e a segunda na prova que é a sua especialidade, os 200m borboleta. Nos 100m borboleta, a decepção. Um tímido oitavo lugar na final (dentre oito nadadores). Esse foi o resultado do paraibano Kaio Márcio nos Jogos Panamericanos de Guadalajara. O desempenho do nadador só constatou o que já se suspeitava: Kaio não está mesmo em sua melhor performance nas piscinas.

Natação - Pan Guadalajara - Kaio Márcio e Mangabeira (Foto: Satiro Sodré / Agif)Kaio Márcio ao lado de Gabriel Mangabeira: brasileiros foram mal na prova dos 100m borboleta do Pan
(Foto: Satiro Sodré / Agif)

A decaída do atleta começou a ser notada desde o último Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, realizado em julho, em Xangai. Segundo ele disse na época, uma virose às vésperas da competição prejudicou seu resultado nas piscinas. Kaio não conseguiu ir à final em nenhuma das provas que competiu.

A fim de esquecer o Mundial, o nadador do Fluminense até que conseguiu se recuperar, em partes, no Troféu José Finkel, que aconteceu no mês de setembro em Belo Horizonte: foi ouro nos 200m borboleta. Leonardo de Deus, integrante da nova geração da natação brasileira, arrancou o bronze terminando com dois segundos a mais. Nos 100m, Kaio não passou das eliminatórias.

Kaio Márcio na natação em Xangai (Foto: Satiro Sodré / Divulgação Agif)

Mesmo assim, ainda foi para o Pan como uma das promessas brasileiras de medalha. O que se pôde perceber, no entanto, é que o Kaio Márcio de hoje não é mais o mesmo. Aos 27 anos, a idade talvez tenha pesado nos resultados. Prova disso é que foi Leonardo de Deus, com 20 anos, quem desbancou o até então soberano no nado borboleta brasileiro e conquistou o ouro nos 200m em seu primeiro Pan. Nos 100m, o outro brasileiro era Gabriel Mangabeira, que aos 29 anos também decepcionou na final, com o sexto lugar.

Fazendo uma comparação com o último Pan, realizado no Rio de Janeiro em 2007, Kaio, que tinha apenas 23 anos, conquistou o ouro nas duas provas (100m e 200m) e de quebra ainda ganhou a prata na final do 4x100 medley. A diferença é que, além de ter conseguido êxito em todas as provas que competiu, o atleta ainda foi escalado para a equipe de revezamento que nadou a final. Neste ano, o ouro veio por ter competido pela "equipe reserva" que nadou as eliminatórias.

Mesmo com todos os problemas, Kaio ainda tem índice para os Jogos Olímpicos de Londres. A preço de hoje ele competiria nas duas provas de borboleta das Olimpíadas, mas como cada país só pode enviar dois atletas por prova, ele tem que torcer para que até lá ele não seja superado pelos adversários diretos. Se isto não acontecer, o paraibano segue para o que pode ser sua última Olimpíada, quando o nadador já estará perto dos 28 anos.

Sucessor

Pelos últimos resultados da natação brasileira, Leonardo de Deus parece mesmo que chegou para suceder o paraibano nos 200m borboleta, que até então era a especialidade do paraibano.

Assim como Kaio, ele também já conquistou o índice olímpico justamente para essa prova e tem vaga praticamente garantida em Londres.

Leonardo de Deus pan-americano ouro natação (Foto: Satiro Sodré/Agif)

sábado, 22 de outubro de 2011

Thiago Pereira é o brasileiro com mais ouro no Pan

O nadador Thiago Pereira se transformou na noite de hoje (21) no atleta brasileiro que mais ganhou medalhas de ouro na história dos Jogos Pan-Americanos. Ao vencer os 200 metros costas no Centro Aquático de Scotiabank, na cidade de Guadalajara, no México, ele obteve a sua décima segunda medalha de ouro, superando o tenista de mesa Hugo Hoyama, que tem dez.

Também na noite de hoje, a natação brasileira conquistou a medalha de ouro na prova de revezamento 4×100 metros medley com a participação de Guilherme Guido (costas), Felipe França (peito), Gabriel Mangabeira (borboleta) e Cesar Cielo (livre).

Mais um ouro foi conquistado na areia. A dupla de vôlei de praia formada por Juliana e Larissa venceu as mexicanas por 2 sets 1, em um jogo muito disputado. Alison e Emanuel, também do vôlei de praia, venceram os mexicanos Miramontes e Virgen e vão disputar a final contra a dupla venezuelana amanhã (22), às 16h.

No futebol masculino, a seleção brasileira jogou mal e só conseguiu um empate sem gol contra a equipe cubana. Com o resultado, o time está na terceira posição do grupo B, com apenas dois pontos, um a menos que a Costa Rica e a dois da líder Argentina e precisa vencer os costa-riquenhos para chegar às semifinais do torneio.

Com os resultados de hoje, o Brasil chega a 17 medalhas de ouro e está em segundo lugar no quadro de medalhas do Pan, superado apenas pelos Estados Unidos. Com 13 medalhas de prata e 19 de bronze, o Brasil soma 49, no total, enquanto os Estados Unidos têm 116 (41 de ouro, 41 de prata e 34 de bronze).

Cielo e Thiago estreitam laços, e amizade tem até ‘puxão de orelha’

Cesar Cielo e Thiago Pereira tem várias coisas em comum. Os dois são da mesma geração, se destacaram na mesma competição (Jogos Pan-Americanos de 2007), conquistaram marcas e recordes inéditos e, consequêntemente, viraram ídolos brasileiros. Os dois nadadores, no entanto, nunca deram braçadas na mesma direção. Depois de alguns anos trillando caminhos bem distintos, a dupla, que junta somou dez ouros no Pan de Guadalajara, hoje compartilha técnico, raia, informação, experiência, risadas e até puxões de orelha.

natação Thiago Pereira e Cesar Cielo no Pan de Guadalajara (Foto: Satiro Sodré / AGIF)

Os caminhos começaram a se cruzar para valer apenas há dois meses, quando Thiago Pereira resolveu fazer parte do P.R.O 16, grupo de treinamento liderado por Cielo. Assim como o campeão olímpico fez nos últimos anos, o nadador de Volta Redonda optou em se dividir entre Estados Unidos e Brasil.

- Eu e o Cesão viemos da mesma geração, desde a época de base, quando tínhamos uns 15 anos. Agora, estive com ele no P.R.O 16 e ficamos bastante tempo juntos. É claro que quando você treina com a pessoa a amizade aumenta. Apesar de ser um esporte individual, as amizades vem daí. Isso é uma das melhores coisas que o esporte dá para a gente – opinou Thiago Pereira, que conquistou seis ouros, uma prata e um bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Perfeccionista, Cielo já conseguiu notar e tentar corrigir alguns detalhes da técnica de Thiago, apesar do pouco tempo de treino juntos.

- O Thiago chegou para treinar com a gente com alguns detalhes que estavam viciados, ou preguiçosos. Estava um pouquinho difícil vê-lo fazer certos errinhos e deixar passar. O Nicholas (Santos) também é assim. Quando a gente pega para fazer trabalho de técnica, de correção, o Nicholas é um cara que confio bastante para me dar alguns toques. E a gente deu bastantes toques no Thiago, acho que isso acabou melhorando a nossa relação – contou Cielo, quatro vezes medalha de ouro no México.

Natação Cesar Cielo Thiago Pereira PRO (Foto: Divulgação)

No P.R.O 16, Thiago não encontrou apenas um treinador. Além do "oficial" Alberto Silva, Cielo se sentiu à vontade para dar dicas e até chamar a atenção do novo companheiro de equipe. Na maioria das vezes, o recordista em medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos escutou "de boa", como ele mesmo costuma falar. Outras, porém, não saiu da piscina tão satisfeito assim.

- Toda hora a gente tinha que falar no final da série: "Não esquece disso agora". Às vezes, ele fazia do jeito que estava acostumado, às vezes fazia de outro jeito, às vezes ficava bravo com a gente porque não saía da forma que a gente tinha falado. Mas o nosso intuito é sempre ajudar – disse o nadador de Santa Bárbara d'Oeste, que também pretende ajudá-lo no projeto de "ficar mais fortinho".

O auxílio luxuoso do campeão olímpico e mundial não acaba por aí. As dicas ultrapassaram as raias da piscina. Cielo levou o amigo de Volta Redonda para passear e jantar em São Paulo. A convivência fez com que a amizade se tornasse mais sólida.

- A gente está com um pouquinho mais de liberdade para falar um com o outro. O cotidiano lá em São Paulo acabou ajudando um pouco. A gente consegue falar na boa agora algumas coisas que talvez fosse ficar meio chato, ou talvez eu não tivesse a liberdade de ficar comentando com ele. Foi um entrosamento que fez bem para mim e bem para ele - finalizou Cielo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Thiago Pereira vence os 200m costas e se torna o maior brasileiro dos Pans

Pan natação 200m costas Thiago Pereira (Foto: Divulgação/Jefferson Bernardes/Vipcomm)

Desde o início, parecia questão de tempo. Thiago Pereira chegou a Guadalajara com uma maratona de sete provas no calendário e o sonho de se tornar o brasileiro mais vencedor na história dos Pans. No caminho dele estava Hugo Hoyama, do tênis de mesa, que passou pela competição no México e chegou a dez ouros na carreira. Thiago alcançou a marca na quarta-feira, descansou na quinta e reinou na sexta. No último dia da natação, ele ignorou a altitude e venceu os 200m costas com seu melhor tempo no ano, 1m57s19. Chegou a 11 ouros em Jogos Pan-Americanos e, poucos minutos depois, herdou mais um, no revezamento 4x100m medley, por ter nadado as eliminatórias. Tem agora 12 medalhas douradas de Pans na coleção, e nenhum outro brasileiro pode dizer o mesmo.

Leonardo de Deus, que já tinha vencido os 200m borboleta, não conseguiu voltar ao pódio no nado costas e chegou em quinto lugar, com 2m03s28. A prata ficou com o colombiano Omar Pinzon (1m58s31), e o bronze foi para o americano Ryan Murphy (1m58s50).

- Finalmente acabou a semana. Não via a hora de este dia chegar. Não esperava nadar para 1m57s, é o meu melhor tempo. Fazia tempos que não baixava da casa de 1m58s. Fechei com ouro e com recorde pan-americano, não tem como não estar feliz. Não tinha como ter sido melhor - afirmou Thiago, aliviado com o fim da sequência de provas no México.

Para quem estava exausto com a maratona, Thiago aproveitou bem a quinta-feira de folga. Logo na primeira parte da prova desta sexta, ele já disparou na frente, deixando Pinzon para trás. Dali em diante não tomou mais conhecimento dos adversários e cruzou a piscina quatro vezes para fazer história. Apesar da altitude mexicana, o brasileiro fez seu melhor tempo do ano na prova. Dos 16 ouros do país em Guadalajara até agora, nove são da natação, e Thiago estava em seis deles.

Duas provas depois dos 200m costas, o Brasil caiu na piscina para o revezamento 4x100m medley. Thiago descansou e ficou na torcida, mas como tinha nadado as eliminatórias, também tem direito ao ouro. Com Guilherme Guido, Felipe França, Gabriel Mangabeira e Cesar Cielo, a equipe verde-amarela venceu a prova com autoridade, deixando americanos e argentinos para trás. Sem se molhar, Thiago pendurou o 12º ouro no pescoço e fechou sua participação em Guadalajara com seis vitórias.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cielo voa nos 50m e puxa dobradinha com Fratus

Do nadador mais rápido do planeta, não dava para esperar outra coisa nos Jogos Pan-Americanos. Cesar Cielo caiu na água na noite desta quinta-feira para disputar sua prova favorita, o tiro curto dos 50m livre. Mesmo na altitude mexicana, só precisou de 21s58 para cruzar a piscina de Guadalajara, confirmar o favoritismo com a medalha de ouro e, de quebra, bater seu próprio recorde pan-americano. Atrás dele, completando a dobradinha verde-amarela, veio Bruno Fratus, com 22s05 e, como já está virando hábito, uma bermuda emprestada do campeão olímpico. Foi o mesmo roteiro do Campeonato Mundial, quando Bruno rasgou sua bermuda e pegou uma de Cielo para cair na água. Deu certo outra vez.

Pan natação 50m livre Cesar Cielo e Bruno Fratus (Foto: Satiro Sodré/AGIF)

O bronze ficou com o cubano Hanser García, que nadou em 22s15. E a festa só não foi completa para Cielo porque ainda não será desta vez que o técnico Albertinho vai raspar a barba. A aposta era que isso aconteceria se o tempo ficasse abaixo de 21s30, mas o treinador salvou sua barba por 28 centésimos.

- Muito boa a dobradinha. De novo a bermuda dele rasgou, está parecendo que é praga esse negócio. De novo ele usou a minha, e deu certo de novo. Ele tem conseguido fazer bons resultados, e é bom ver que o Brasil está evoluindo nas provas de velocidade – afirmou Cielo ao deixar a piscina.

Assim que bateu em primeiro, o campeão olímpico não comemorou, ao contrário do que tinha feito quando ganhou o ouro nos 100m livre. Culpa do placar, que já tinha dado defeito mais cedo, nas eliminatórias.

- O placar sumiu, não vi o tempo, não consegui enxergar. Eu olhava e ninguém sabia também, então o placar acabou estragando um pouquinho a festa do pós-prova – adimitiu Cesão.

O tempo de 21s30 não veio, mas Cielo ficou satisfeito com o recorde pan-americano.

- Foi uma prova boa. No finzinho pesou um pouco a altitude, hoje deu para sentir bem. Achei que eu fosse conseguir passar sem respirar, mas começou a pesar nos últimos 15 metros. Com rampinha no bloco e o pulmão pronto para passar sem respirar, vai dar para tirar um tempo bom para o ano que vem – afirmou Cielo, referindo-se ao bloco de Guadalajara, que não tem a rampa.

Fratus ainda lamentou o tempo, mas também deixou a piscina feliz com o rendimento.

- Foi bacana, foi divertido. Não nadei para 21s, então não estou tão satisfeito, mas está bom para terminar um ano. Foi um ano bem cansativo, e esses 50m marcam o fim dele. É meu primeiro Pan, com duas medalhas, está excelente - afirmou.

Joanna Maranhão machuca a mão e está fora do Pan

A nadadora brasileira Joanna Maranhão machucou a mão esquerda e está fora dos Jogos Pan-Americanos. O corte da atleta ocorreu após exames feitos nesta quinta, informou o comentaista e ex-nadador Fernando Scherer à TV Record.

Ontem, nos 200m borboleta, Joanna Maranhão ficou no quarto lugar, com os Estados Unidos fazendo dobradinha com Kimberly Vandenberg (2min10s54) e Lyndsay de Paul (2min12s34). O bronze ficou com a mexicana Rita Medrano (2min12s43).


Nesta quinta-feira, a atleta iria disputar as preliminares dos 200m costas. No geral, Joanna Maranhão conquistou três medalhas no Pan. Ela chegou em terceiro lugar nos 200m medley na terça, mesmo dia em que foi prata nos 400m medley e no 4x200m livre.

Ontem, atletas brasileiros, como Tatiana Barbosa e Thiago Pereira - que se tornou recordista de medalhas de ouro no Pan ainda nesta edição, igualando-se a Hugo Hoyama, com dez conquistas cada -, já haviam reclamado da maratona de provas.

Joanna Maranhão machuca a mão esquerda e está fora dos Jogos Pan-Americanos

Joanna Maranhão machuca a mão esquerda e está fora dos Jogos Pan-Americanos
Crédito da imagem: Vipcomm

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fabíola diz estar ‘muito tranquila’ para audiência na CAS por doping

Fabíola Molina recebeu com tranquilidade a notícia da audiência marcada na Corte Arbitral do Esporte (CAS) por caso de doping. A nadadora brasileira, que foi flagrada com a substância proibida Metilhexanamina em exame realizado durante a Tentativa para o Mundial, em abril, acredita que não terá problemas, uma vez que o seu caso já foi "bem explicado".

- Eu estou muito tranquila. O meu caso foi muito bem explicado e a substância é mesma do caso das águas abertas, que um pegou só um mês e outro advertência. Mesmo assim, tiveram outros casos, como o Fredérick Bousquet, que era uma substância parecida, e recebeu dois meses – explicou Fabíola.

Nesta terça-feira, a CAS anunciou a data do dia 13 de dezembro para o julgamento do caso de doping de Fabíola. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos já havia suspendido a nadadora por dois meses. A Federação Internacional de Natação, porém, discordou da punição e encaminhou o caso para a Corte.

A nadadora brasileira, que está disputando os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara esta semana, lembrou do caso de doping de Cesar Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked. Os quatro foram julgados pela CAS pelo uso de furosemida, e a corte optou em manter apenas a advertência sugerida pela CBDA. Apenas Waked, por ser reincidente, levou suspensão de um ano.

- A dos meninos era muito mais difícil. Antigamente, quem era pego com furosemida, nunca pegava menos de seis meses. Acho que a Fina ficou com esse negócio meio entalado e decidiu dificultar as coisas. Mas eu estou tranquila - afirmou.

Na época, Fabíola disse ter recebido uma amostra grátis de uma loja em que está acostumada a comprar suplementos e, que por estar em uma competição que era apenas tomada de tempo, não se preocupou com o produto tomado.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Joanna Maranhão larga na frente, mas leva o bronze nos 200m medley

Desta vez não tinha o pânico dos 400m medley, e tampouco era apenas um "treino", como os 200m livre. Joanna Maranhão caiu na água nesta terça-feira em Guadalajara para brigar de verdade nos 200m medley. Chegou a virar em primeiro no nado borboleta, mas perdeu fôlego no restante da prova. No fim, defendeu a terceira colocação e arrancou uma medalha de bronze, com o tempo de 2m15s08. O ouro ficou com a americana Julia Smit, que fez 2m13s73. A prata foi da jamaicana Alia Atkinson, com 2m14s75.

Pan natação Joanna Maranhão 200m medley (Foto: Divulgação/Jefferson Bernardes/Vipcomm)

Joanna lidera bateria e vai à final dos 200m medley com o 3º melhor tempo

Como um predador à espreita da caça, Joanna Maranhão aguardou o momento certo de atacar. No nado peito, a brasileira ultrapassou a americana Whitney Myers e, após a última virada, arrancou no crawl para bater na frente em sua bateria nas eliminatórias dos 200m medley no Pan de Guadalajara. A marca de 2m19s71 classificou a pernambucana em terceiro para a final. Julia Smit, com o tempo de 2m15s52, foi a mais veloz das três séries.

- Eu tentei fazer uma tática diferente. Eu sempre nado com essa americana na Copa do Mundo, e ela sempre ganha na prova curta. E, da última vez, ela disse que tinha forçado mais o peito porque tinha visto eu nadar os 200m livre e o meu crawl era muito bom. Então, hoje eu pensei que, se desse uma apertada maior no peito, talvez isso estremecesse um pouco essa tática dela - revelou Joanna, que já conquistou uma medalha de prata nos 400m medley.

Natação - Joanna Maranhão Pan-Americano (Foto: Satiro Sodré/AGIF)

A brasileira aposta em uma disputa ainda mais acirrada na noite deste terça-feira e vê quatro adversárias fortes na disputa pelos lugares no pódio.

- Vamos ver se na final eu consigo passar forte no borboleta e no costas e imprimir o mesmo peito que eu fiz agora de manhã. No crawl, acho que quem tiver mais fôlego ganha. Vão ter cinco meninas brigando por três medalhas. Então, vou ter que nadar bem agora à noite.

Joanna será a única representante do Brasil na prova. Larissa Cieslak bateu em quarto na primeira bateria, mas fez o 11º tempo geral (2m25s57) e ficou fora da briga por medalhas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Joanna fica fora do pódio nos 400m livre

Desta vez, Joanna Maranhão caiu na água sem pressa e sem peso nas costas. Na noite desta segunda-feira, ela abriu a disputa dos 400m livre e parecia tranquila ali pela quinta, sexta posição. Deixou para crescer na segunda metade da prova, estratégia combinada no treino. Quase deu certo. Acostumada a nadar medley, a pernambucana ainda conseguiu ganhar posições no crawl, mas bateu na trave e terminou em quarto lugar. O ouro ficou com a americana Gillian Ryan, que bateu em 4m11s58.

Pan natação Joanna Maranhão 400m livre (Foto: Divulgação/Jefferson Bernardes/Vipcomm)

- Eu achei ótimo. Achei que nem fosse entrar na final. Tinha feito tudo errado nas eliminatórias. A Rosane Carneiro (técnica) disse para eu atacar mais na segunda parte da prova. Acho que só errei por não ter ficado mais junto do bolo da frente. Se eu estivesse junto, talvez tivesse pego essa medalha - afirmou a nadadora.

Joanna acredita que a atuação acima das expectativas no nado livre nesta segunda-feira pode contribuir para o medley daqui em diante.

- Eu nado medley, meu treino é dividido entre quatro estilos. Elas só nadam crawl, então chegar perto de atletas que só treinam isso é muito bom para o final do meu medley - avaliou.

T. Pereira conquista nono ouro em Pans nos 100 m costas


O brasileiro Thiago Pereira manteve o excelente retrospecto em Jogos Pan-Americanos.

Na noite desta segunda-feira, o nadador conquistou a medalha de ouro nos 100 m costas ao finalizar a distância com o tempo de 54s56. Foi a nona vitória do atleta nacional na competição, a terceira somente em Guadalajara.

Após polêmica com touca, brasileiro recupera ouro nos 200 m borboleta

Com patrocínio polêmico na touca, Leonardo de Deus recebeu o ouro após vencer prova dos 200 m borboleta. Foto: Jeferson Bernardes/Vipcomm/Divulgação

O brasileiro Leonardo de Deus venceu a prova dos 200 m borboleta com o tempo de 1min57s92, pelos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, mas foi desclassificado pela organização na sequência por patrocínio irregular na touca, da empresa japonesa de produtos alimentícios Yakult. Contudo, os organizadores voltaram atrás, e deram o ouro a Leonardo. O resultado deu o bronze a Kaio Márcio, que havia ficado em terceiro na classificação com o tempo de 1min58s78, enquanto o americano Daniel Lawrence levou a prata, com 1min58s52.

Após vencer a prova, Leonardo de Deus conversava com a reportagem do Terra quando foi surpreendido pela notícia que surgiu nos telões do Centro Aquático Scotiabank. Irritado, o atleta saiu gesticulando e seguiu furioso com o veto à sua medalha de ouro para falar com os organizadores do evento.

Em seguida, o brasileiro voltou para o local das piscinas, mas acabou barrado por seu técnico, Ari, e também pelo treinador de Cesar Cielo, Albertinho. Até o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos) entrou no meio para tentar convencer a organização a aceitar o patrocínio de Leonardo, em vão.

O nadador, visivelmente abatido, ainda ficou cerca de 10min esperando que a decisão dos organizadores voltasse atrás, mas foi informado que nada seria mudado. De acordo com os brasileiros que brigavam por Leonardo, diversos outros competidores já haviam entrado nas piscinas com patrocínios nas toucas.

Entretanto, a organização acabou voltando atrás repentinamente e, após alguns minutos, oficializou a vitória de Leonardo de Deus nos 200 m borboleta. O resultado foi muito comemorado pelos brasileiros presentes, que viram o País levar, na mesma prova, uma medalha de ouro, com Leonardo, e uma de bronze, para Kaio Márcio. O americano Daniel Lawrence, por sua vez, que havia ficado com o melhor tempo na fase classificatória, levou a prata.

Coaracy Nunes é o novo presidente da Uana

O presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho, tomou posse nesta segunda-feira, 17/10, no México, às 13h30 de Guadalajara e 15h30 de Brasília, como presidente da União de Natação das Américas – UANA. A entidade organiza, supervisiona e controla as modalidades aquáticas nas américas.

Além de presidente da CBDA, Coaracy Nunes é um dos 30 membros do bureau da Federação Internacional de Natação – FINA, o corpo de dirigentes que define os principais assuntos da entidade internacional, vice-presidente da Comissão Legal da FINA e membro da Comissão de Relações com as Federações Nacionais.

O presidente da CBDA começou sua trajetória como dirigente na Federação Aquática do Rio de Janeiro e no Fluminense, ele já presidiu a Confederação Sul-Americana de Natação – CONSANAT e a Confederação Latina de Natação – COLAN. Coaracy inciou na CBDA em 1988.

- Após conversa com os comitês técnicos e membros do executivo, pretendemos dar à UANA uma característica de apoio à juventude foramdora de grandes atletas para participação em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. Da mesma forma que venho implmentando na CBDA, pretendo adotar uma política agressiva de marketing e promoção para busca e obtenção de patrocínios e tornar a entidade auto-suficiente – disse Coaracy.

Thiago e Guido, Kaio e Leo, boas duplas nas finais de hoje

A natação brasileira colocou dois nadadores nas finais de duas provas, após as eliminatórias desta 2ª feira, 17 de outubro, pelos XVI Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, México. Nos 200m borboleta, Kaio Márcio e Leonardo de Deus fizeram o segundo e o terceiro tempo das seletivas, 2m00s32 e 2m00s99, respectivamente. Já nos 100m costas, Thiago Pereira, com a segunda marca (55s50) e Guilherme Guido com a quarta (55s71) formam a outra dupla que pode nos dar nova dobradinha nas finais desta noite, a partir das 22h, de Brasília, com transmissão da Tv Record.

Kaio e Leo só ficaram atrás do norte-americano Daniel Lawrence Madwed, único a nadar abaixo dos dois minutos: 1m59s99.

- Gostei para primeira caída na água. A eliminatória foi legal. Vamos ver como vai ser a final. Administrei só um pouco, pois estou focada, é uma competição importante – disse Kaio, que luta pelo bicampeonato pan-americano da prova. Já Leo não saiu totalmente satisfeito da piscina.

- No aquecimento da manhã, já tinha falado com o Albertinho (nota: Alberto Silva, seu treinador) que não estava me sentindo legal, meio mole. Mas foi um bom tempo e na final, espero fazer melhor – resumiu Leo.

Nos 100m costas, tanto Guido, na primeira, como Thiago, na segunda, ficaram em segundo em suas séries, ambos atrás de americanos. Na primeira bateria, David Russell marcou 55s57, terceiro tempo da prova. Na segunda, Eugene Godsoe garantiu a raia 4 para a noite, com 55s04.

- Me senti bem, sem falta de ar e o tempo foi bom, até porque dei uma segurada no final – disse Guidão. Já Thiago, bronze nesta prova em 2007, acha que fez até mais do que esperava.

- Foi bom. Esperava nadar para 56 segundos e fiz melhor do que esperava. Não dá para segurar como faço nas eliminatórias dos 400m medley. Esta já é uma prova que nado automaticamente. Nos 100m costas, não. Minha saída, por exemplo, não é das melhores – concluiu Thiago, que viu a prova do 4x100m livre, que lhe garantiu mais um ouro, na tv da Vila Pan-Americana (nota: Thiago nadou as eliminatórias da manhã), "pois conversei com meu técnico e achamos melhor ficar descansando na Vila. Aliás, ali só como e durmo. Ainda não encontrei com o Hugo Hoyama, mas apesar de todos termos objetivos individuais, quem ganha com esse negócio de disputa no número de medalhas é o Brasil – concluiu Thiago, se referindo ao mesa-tenista brasileiro, recordista brasileiro no número de medalhas de ouro e no total em Jogos Pan-Americanos. Hoyama tem nove ouros e Thiago já soma oito em Pans.

Lucas Kanieski nadou bem e garantiu seu nome na final dos 1500m livre, na noite de terça, 18/10, com o quarto tempo, 15m39s79. A melhor performance coube ao americano Ryan Feeley, 15m32s86. O chileno Ricardo Monasterio, ex-recordista continental da prova e medalha de prata no Pan Rio/2007, conseguiu a última vaga da final, o 8º tempo, com 15m50s65.

- Segurei um pouco. Queria estar entre os três da minha bateria, a primeira.  Mantive o ritmo até o fim e depois administrei. Agora, o segredo é "soltar" bastante, muito descanso e boa alimentação. Na final, preciso fazer o mesmo, com mais força para pegar mais velocidade e conseguir melhorar a colocação – dise Kanieski. O outro brasileiro na prova, Luis Arapiraca, recordista sul-americano, completou os 1500 metros em 16m28s19, último tempo entre os 13 participantes. Arapiraca vinha de parado após o Mundial Militar, "pois peguei uma tendinite no ombro esquerdo e fiquei parado. Voltei a treinar mil metros na piscina uns cinco dias antes de vir pra cá. Antes só perna. Mas tenho esperança de tirar os dois segundos que me resta para o índice olímpico no ano que vem, no Sul-Americano de março ou no Maria Lenk de maio. No Open de dezembro próximo, acho difícil – admitiu Arapiraca.

Nos 400m livre feminino, Joanna Maranhão garantiu sua vaga na final, apesar de estar pessimista após a primeira série eliminatória, em que ficou na quarta posição, com 4m18s85. O melhor tempo ficou com a recordista sul-americana, a venezuelana Andreína Pinto, com 4m16s12, seguida pela recordista continental dos 800m e 1500 livre, a chilena Kristel Kobrich, 4m16s23.

- Achei que não ia dar. Pensava que estava em terceiro na minha série, mas não vi a argentina na frente (Cecília Biagioli). Mas agora vamos à luta na final – disse Joanna. Já Manuella Lyrio vai ter que se contentar em disputar a final B (do 9º ao 16º), após ter feito o 10º tempo, 4m22s97, "esperava nadar melhor, mas deu pra quebrar o gelo pro reveza 4x200m livre. Neste vai ser melhor".

Por fim, nos 100m peito feminino, Tatiane Sakemi fez 1m12s06, o sexto tempo – colocação em chegou na final da prova em 2007 – e disputará novamente a final pan-americana da prova. Já Carolina Mussi terminou em 14º, 1m13s75 e vai para a final B.

domingo, 16 de outubro de 2011

Brasil é ouro do 4x100m livre no Pan 2011

ma hora antes, Cesar Cielo tinha saído da água com o ouro nos 100m livre. Quando voltou, repetiu a dose, mas desta vez chamando os amigos para a festa. No revezamento 4x100m livre, o Brasil conquistou sua quarta medalha de ouro da natação e a quinta nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Com 3m14s65, a equipe verde-amarela ainda conseguiu quebrar o recorde da competição.

- É a superação de nadar entre amigos. Aquela coisa de você dar um pouquinho a mais do que você tem. Agora, é pensar nas Olimpíadas do ano que vem. Esse é um revezamento que tem grandes chances de evoluir para brigar por uma medalha - afirmou Cielo.

equipe brasil revezamento 4x100m livre Nicolas santos cesar cielo bruno fratus e nicolas oliveiras (Foto: Agência Reuters)

A escalação brasileira na final foi bem diferente do que a torcida viu nas eliminatórias. Dos quatro que garantiram a vaga na decisão, ficou apenas Nicholas Santos, e saíram Thiago Pereira, Henrique Rodrigues e Gabriel Mangabeira. O trio que conseguiu a classificação, no entanto, também herdará a medalha de ouro.

Quem abriu a final foi Bruno Fratus, destaque no Troféu Maria Lenk deste ano e surpresa no Mundial de Xangai. Ele entregou os primeiros 100m em primeiro lugar para Nicholas Santos, que abriu meio corpo antes de passar para Cielo. O melhor nadador brasileiro manteve o ritmo e, com a mesma touca dourada que usou uma hora antes, deixou os Estados Unidos mais de um corpo atrás. A vantagem facilitou a vida de Nicolas Oliveira, que segurou a pressão do americano Robinson e garantiu mais um ouro para o país.

- De novo eles me colocaram para segurar um pouquinho essa bomba. Mas estão todos de parabéns, todo mundo nadou bem. Estou muito feliz com essa medalha de ouro - comemorou Nicolas Oliveira.

Sem seus atletas principais, os Estados Unidos ficaram em segundo, com o tempo de 3m15s62. O quarteto da Venezuela completou o pódio ao bater em terceiro em 3m19s92.
 

Cielo vence os 100m livre no Pan e quebra marca


O brasileiro César Cielo conquistou a medalha de ouro nos 100m nado livre nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ele cravou o tempo de 47s84, estabelecendo o recorde do Pan - abaixo, logicamente, dos 46s91, recorde mundial que Cielo bateu no Mundial de Roma-2009.

Fabíola Molina fica a 4 centésimos de medalha e culpa parafina e saída ruim

A brasileira Fabíola Molina acabou na quarta colocação a final dos 100m nado costas nos Jogos Pan-Americanos de Guadajara. Ela ficou quatro centésimos abaixo da mexicana Maria Fernanda Gonzalez, que levou o bronze e gerou uma festa nas arquibancadas do Centro Aquático do Pan. A mexicana foi aplaudida de pé e toda a torcida já se levantou nos 100m da prova.

O ouro foi para Rachel Bootsma, dos EUA, que cravou o recorde do Pan com 1min00s37. A prata foi para a americana Elizabeth Pelton com 1min01s12.

"Fiz o máximo que eu pude. O tempo não foi tão bom, né, mas às vezes é isso. Eles reclamaram que o pessoal passou parafina, não consegui sair muito bem e acho que isso custou a medalha", disse Molina à TV Record.A brasileira Fabíola Molina acabou na quarta colocação a final dos 100m nado costas nos Jogos Pan-Americanos de Guadajara. Ela ficou quatro centésimos abaixo da mexicana Maria Fernanda Gonzalez, que levou o bronze e gerou uma festa nas arquibancadas do Centro Aquático do Pan. A mexicana foi aplaudida de pé e toda a torcida já se levantou nos 100m da prova.

O ouro foi para Rachel Bootsma, dos EUA, que cravou o recorde do Pan com 1min00s37. A prata foi para a americana Elizabeth Pelton com 1min01s12.

"Fiz o máximo que eu pude. O tempo não foi tão bom, né, mas às vezes é isso. Eles reclamaram que o pessoal passou parafina, não consegui sair muito bem e acho que isso custou a medalha", disse Molina à TV Record.

Gabriella Silva sente fobia em sua estreia e sai da piscina chorando

A estreia de Gabriella Silva nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara não foi nem de longe como a nadadora brasileira esperava. Nas eliminatórias dos 100m borboleta deste sábado, a atleta disse ter sentido uma fobia durante a prova e, por pouco, não parou de nadar antes de terminar o percurso.

- Eu entrei muito nervosa. Não de ansiedade, mas de fobia de saber que eu ia nadar. Nunca senti isso na minha vida. Nos últimos 30 metros, a vontade que eu tinha era de parar de nadar e sair da água. Não sei por que me deu isso. Eu não me senti feliz, não senti prazer nenhum em cair na água – desabafou, sem conter as lágrimas.

Gabriella fez apenas o 10º tempo das eliminatórias dos 100m borboleta, com a marca de 1m02s86. Somente os oito melhores tempos avançam para a final.

- Eu estava nadando muito fácil, mas não consegui imprimir velocidade em nenhuma hora. Não sei o que aconteceu. Eu acho que não foi só a falta de treino. Acho que entrou o fator psicológico muito forte que eu não sei de onde veio.

A sequência de lesões que Gabriella vem enfrentando desde o ano passado, inclusive tendo de passar por uma cirurgia no ombro, tem deixado a nadadora insegura.

- Apesar de ficar sete semanas parada, não sei o que aconteceu. Eu comecei a ficar desesperada quando comecei a nadar. Não sei se foi medo de me machucar. Comecei a ficar com medo de nadar – contou.

Felipe França passa em primeiro nos 100m peito

Depois de ter visto pela TV seus companheiros conquistarem medalhas no Pan do Rio-2007, Felipe França ganhou a chance de colocar algumas em sua galeria. Neste domingo, em Guadalajara, ele caiu na piscina para a disputa das eliminatórias dos 100m peito, prova que treina para conseguir um lugar no pódio nas Olimpíadas de Londres-2012. Sem muita dificuldade, venceu sua série e se classificou para a final.

- Eu administrei porque está muito frio de manhã. A altitude eu nem estou sentindo muito, é mais o cansaço por não ter competindo nenhuma vez depois do Finkel (agosto). Estou há dois meses sem competir e isso prejudica um pouco - disse França.

Natação - Felipe França 100m peito Pan-Americano (Foto: Satiro Sodré/AGIF)

Mesmo sem fazer um treinamento específico para a competição, França dominou a última série da prova e garantiu o primeiro tempo: 1m00s71. 

- Eu relamente não treinei para essa competição. Treinei mais a parte física, para emagrecer. Mas, se Deus quiser, vou conseguir baixar esse um minuto - afirmou o nadador brasileiro, que pretende melhorar sua marca para garantir com mais tranquilidade a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres.

Além de França, o Brasil terá mais um representante brigando por medalha na final dos 100m peito. Com a marca de 1m02s24, a quarta melhor das eliminatórias, Felipe Lima garantiu uma vaga na próxima fase.

- Foi uma eliminatória boa, nadei fácil, concentrando nos fundamentos, nos detalhes. Nadei mesmo para me classificar. À noite, tenho adversários fortes, mas eu também sou forte e vou brigar por essa medalha de ouro - disse Felipe Lima.

Cielo ignora a altitude e avança em primeiro à final dos 100m livre

Há quatro anos, quando bateu na frente nos 100m livre no Pan do Rio, Cesar Cielo era um rosto ainda desconhecido do público brasileiro. Morava nos Estados Unidos, tinha alcançado um quarto lugar no Mundial de Melbourne, mas famoso mesmo no país era Thiago Pereira. Nada que os ouros nos 50m e 100m livre não resolvessem. Neste domingo, o recordista mundial entrou na piscina do Pan de Guadalajara atrás do bicampeonato. Temia a altitude, passou por um susto na noite de sexta-feira, mas fez o que se esperava dele: avançou à final com o primeiro tempo.

- Foi legal. Ainda não encaixei a minha saída da forma que eu queria ter encaixado. Abri um pouquinho a mão debaixo d'água, mas o tempo foi muito bom. Gostei de ter feito 48s89 do jeito que eu nadei. Hoje à noite dá para nadar mais ou menos como em Xangai. Não sei se 48s, mas pelo menos 48s baixo - disse Cielo, ainda ofegante depois da prova.

Saudado pela arquibancada após o anúncio de seu nome pelo locutar oficial, Cielo mostrou o semblante confiante de sempre. Saiu na frente, abriu meio corpo para os adversários nos primeiros 50m e diminuiu o ritmo, deu uma segurada, no finalzinho: 48s89, ficando a dez centésimos do seu recorde pan-americano. A melhor marca na temporada estabelecida pelo velocista foi 48s01, quarta do mundo no ano. Estreante na competição, Bruno Fratus foi terceiro em sua série (50s51), não conseguiu um lugar entre oito melhores e saiu da água passando mal.  

Na última sexta-feira, Cielo foi a um hospital fazer exames. Segundo médico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Marcus Bernhoeft, o nadador teve um mal-estar devido à altitude. Em sua estreia em Guadalajara, porém, o campeão olímpico afirmou que tudo não passou de um procedimento de rotina.

- Não passei mal. Foi mais um exame de check-up mesmo durante a competição. Mas, como a gente estava na Vila, fomos no hospital fazer. Mas não foi nada demais não. Queria só ver como estava reagindo na altitude. Estou me sentindo super bem - garantiu.

Os 1500m de altitude de Guadalajara, no entanto, exigem mais cuidados com a recuperação após as provas.

- Depois da prova, é um pouquinho mais complicado, tem essa sensação de boca seca. É mais difícil do que uma competição a nível do mar. No meu caso, estou com um pouquinho de vantagem porque vou ter três dias até os 50m livre para descansar. Mas eu sei que a recuperação aqui é um pouquinho mais difícil. Para o Thiago, vai ser um grande desafio essa maratona - opinou Cielo.

Cielo e Bruno foram poupados na eliminatória do 4x100m livre, assim como Nicolas Oliveira. O quarteto formado por Gabriel Mangabeira, Henrique Rodrigues, Thiago Pereira e Nicholas dos Santos (o único titular) garantiu a classificação em segundo (3m23s64), atrás apenas dos americanos (3m17s57). Na final, o Brasil deverá competir com Fratus, Nicolas Oliveira, Nicholas Santos e Cielo.

Felipe França ‘sai do sofá’ e estreia no Pan de Guadalajara de olho em 2012

Sem vaga para disputar os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro ao lado de seus colegas de seleção, Felipe França teve de se contentar em assistir pela televisão a competição de 2007. Quatro anos depois, o nadador brasileiro faz sua estreia já com status de campeão mundial. Em Guadalajara, pretende colocar debaixo do braço a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres-2012.

- Em 2007, eu fiquei em São Paulo treinando e vi só pela TV. Não fiquei frustrado a ponto de desistir de nadar não. Eu vi as provas do Pan, mas logo depois fui para a Universíade, na Tailândia. Lá eu falei: "Vou para as Olimpíadas, vou conquistar a vaga. Não interessa se eu não fui para o Pan. E tudo deu certo" – contou França, referindo-se à classificação para os Jogos de Pequim.

ão felipe frança brasil treino pan 2011 (Foto: Agência Reuters)

Em Guadalajara, França já vive outra realidade. Com o título de campeão mundial recém-conquistado na China, o nadador brasileiro chega ao México como um dos destaques da competição. Ele é o favorito ao ouro nos 100m peito, prova disputada neste domingo, às 13h (eliminatórias) e 22h (final).

- Vim aqui para buscar os meus resultados. Se os adversários não são tão fortes, a vitória vai ser mais fácil. Eu e o meu técnico prentendemos estabelecer um tempo aqui que garanta já a vaga para as Olimpíadas. Para que não chegue no Maria Lenk do ano que vem tendo que fazer um novo descanso, um novo polimento. Eu acho que o 1m00s01 que eu tenho do Mundial já garante. Mas, para garantir 100% mesmo, vamos tentar baixar da casa de um minuto - explicou França.

Apesar de ser sua estreia em Pan-Americanos, França disse estar tranquilo. Nem mesmo a altitude, que tem feito muitos nadadores sofrerem em Guadalajara, está preocupando o nadador.

- Eu amo lugar alto. Principalmente, o lugar mais alto do pódio. Eu nem estou reparando tanto a diferença. Acho que a aclimatação que nós tivemos em La Loma foi de excelência. E piscina é piscina – brincou.

Thiago Pereira conquista o primeiro ouro do Brasil no Pan

Thiago Pereira mostrou mais uma vez que sua relação com os Jogos Pan-Americanos é forte. Dono de oito medalhas na edição do Rio de Janeiro, em 2007, o nadador conseguiu o primeiro ouro brasileiro em Guadalajara dominando os 400m medley.

BRILHOU PAN - THIAGO PEREIRA (Foto: Luiz Piers / Vipcomm)

Joanna Maranhão fica com a medalha de prata nos 400m medley no Pan

A brasileira Joanna Maranhão ficou com a medalha de prata nos 400m medley nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Foi a terceira medalha do Brasil da natação após o ouro de Thiago Pereira nos 400m medley e a prata de Daynara de Paula nos 100m borboleta.

Joanna completou a prova com o tempo de 4min46s33. O ouro foi para a norte-americana Julia Elizabeth Smit, que chegou apenas 18 centésimos à frente. O bronze também para os EUA e ficou com Allysa Marie Vavra.

"Faltou um pouquinho só, minha técnica deve estar se remoendo, pensando por que não ataquei mais nos primeiros 50 metros", declarou Joanna Maranhão. A brasileira perdeu muito terreno na prova no nado peito. Depois, quase buscou no crawl nos 100 metros finais, mas deu mais para alcançar a americana.

Joanna Maranhão se emocionou ao receber a medalha de prata

Cielo passa mal, vai ao hospital, mas não preocupa

Às vésperas de sua estreia nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o principal nadador brasileiro, Cesar Cielo, deu um susto na equipe do país. Ele sentiu um mal estar na noite de sexta-feira para sábado e teve de realizar exames em um hospital mexicano, mas já passa bem neste momento e tem presença confirmada nas provas de domingo.

Segundo informações da assessoria da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Cielo teve uma indisposição e foi levado a um hospital, onde permaneceu durante 20 minutos. Mas ele teve uma rápida melhora e não é motivo de preocupação.

Fratus sobre rivais: ‘Ficam mandando só atletas universitários, pior para eles’

"Só conheço o Cesar", confessa Bruno Fratus quando é questionado sobre os seus adversário nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Despreocupado em fazer média, o nadador brasileiro afirmou não saber de nenhuma conquista significativa de seus rivais no México. Sem nomes de peso nas raias ao lado, a expectativa é de dobradinha brasileira nas provas de velocidade da competição.

- Só conheço o Cesar. Eles ficam mandando só atletas universitários, pior para eles. Nome não nada, mas não conheço nenhum resultado expressivo dos americanos e dos canadenses. Mas vamos ver – afirmou Fratus, que disputa neste domingo as eliminatórias dos 100m livre ao lado de Cielo.

Bruno Fratus 50m livre semifinal Mundial de Xangai natação (Foto: Getty Images)No Mundial de Xangai, em julho, Bruno Fratus foi finalista dos 50m livre (Foto: Getty Images)

Além dos 50m e 100m livre, Fratus também acredita que o Brasil estará "acima do nível da competição", nos 100m peito (Felipe França) e nos 100m borboleta (Kaio Márcio e Gabriel Mangabeira).

- Vai dar para nadar rápido sim. Acredito que não vão sair tempos tão fortes como no Mundial, mas, ainda sim, serão suficientes para nadar bem.

Cesar cielo bruno fratus mundial de natação 50m livre (Foto: agência Getty Images)

O Pan de Guadalajara será a estreia de Bruno Fratus na competição. Mas, como a principal disputa do ano foi o Mundial de Xangai, em julho, o nadador fez uma preparação mais tranquila para o México.

- É mais uma competição só. Estou tranquilo. Acho que dá para nadar rápido. A gente vem de uma temporada muito pesada por causa do Mundial. Fazer outra temporada muito pesada para o Pan não iria ser nada saudável. Então, a gente deu um arzinho para a cabeça, treinou de uma forma não tão intensa. Mas ainda assim prezando pela natação bem-feita - contou Fratus.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Kaio Márcio acredita que Brasil fará o melhor Pan da história no México

Em 2007, ano em que sediou os Jogos Pan-Americanos (no Rio de Janeiro), o Brasil conquistou seu melhor desempenho da história: 157 medalhas, sendo 52 de ouro. Quatro anos depois, a delegação nacional bate recordes de integrantes e chega a Guadalajara (no México) com a expectativa de superar a marca de pódios. É o que acredita o nadador Kaio Márcio.

Bicampeão na capital carioca (nos 100m e 200m borboleta), o nadador garante a motivação dos atletas nacionais e ameniza as dificuldades da altitude.

"Os treinos em San Luís Potossi foram bons. A altitude é uma barreira a mais a ser superada, mas está tudo mundo bem motivado. Acredito que vamos fazer um belo Pan e espero que seja nossa melhor participação", expôs Kaio, que competirá também a prova do 4x100m medley.

A natação (responsável por 24 insígnias na edição passada) começa no sábado e seguirá até o dia 22 de outubro. As atividades serão no Centro Aquático Scotiabanka, na cidade de Guadalajara.

Natação abre as disputas do Pan entre os esportes aquáticos

A abertura do Pan 2011 acontece hoje, em Guadalajara, e a natação já estreia amanhã. A promessa é de muita emoção para o torcedor brasileiro logo de cara. Isso porque a natação feminina pode conquistar o primeiro ouro na história da competição. A grande aposta está no revezamento 4x100m livre. Michelle Lenhardt, Daynara de Paula, Flavia Delaroli e Tatiana Lemos caírão na piscina nessa ordem e são favoritas para a prova.

Daynara de Paula ainda terá outra chance no sábado, nos 100m borboleta. Ela tem o segundo melhor tempo do ano entre as atletas inscritas no Pan. Gabriella Silva, que volta de lesão, tem a quarta melhor marca de 2011 e também pode surpreender nessa prova.

O Brasil ainda tem chances de medalhas nos 400 metros medley com Thiago Pereira. O nadador, detentor do maior número de medalhas em uma única edição dos Jogos, é o favorito da prova e cai na piscina com o compatriota Diogo Yabe. Joanna Maranhão e Larissa Cieslak também disputam os 400m medley.

Por fim, os 400m livre masculino conta com Lucas Kanieski e Giuliano Rocco.

Sorte aos nossos atletas!

Thiago Pereira se prepara pra recordes


O fracasso no Mundial de Xangai (CHN), no qual foi sexto nos 200m medley e nem sequer entrou na disputa dos 400m medley, após passar mal, faz parte do passado para Thiago Pereira.

Em Guadalajara, o nadador só tem um pensamento: quebrar o recorde de medalhas de ouro de um brasileiro em todas as edições dos Jogos Pan-Americanos.

Para isso, ele precisa ganhar ao menos quatro provas e torcer para que Hugo Hoyama não conquiste o título na chave individual ou em duplas. Thiago possui seis ouros contra nove do mesatenista.

O trunfo de Thiago para não se decepcionar novamente no México está na preparação que fez após a competição na China. Depois do Mundial, ele tirou duas semanas de férias para viajar pela Europa.

No regresso ao Brasil, integrou-se ao grupo de treinamento PRO 16, encabeçado por Cesar Cielo e pelo técnico Alberto Silva, o Albertinho. Com novos companheiros, passou a cuidar mais da parte física, tida como seu ponto mais vulnerável.

– Estou gostando da experiência. Tenho trabalhado para aguentar o acúmulo de ácido láctico no corpo. Nos treinos, fiz exercícios bastante pesados e passei mal duas vezes, mas estou evoluindo – contou o nadador.

No Pan, o fluminense nadará oito provas (saiba quais ao lado). Apenas no dia 20, o penúltimo da natação em Guadalajara, ele não cairá na água.

O cronograma corrido de provas é um outro obstáculo a ser superado, mas Thiago mostra tranquilidade, uma vez que no México não haverá a disputa de semifinais, como houve no Rio de Janeiro, em 2007. Das eliminatórias já sairão os finalistas.

– Eu estava um pouco receoso em nadar tantas provas em uma altitude de 1.500, mas vendo o cronograma fiquei mais tranquilo. No Rio, apesar de ser ao nível do mar, as provas embolavam. Tinha menos tempo de descanso. Aqui, resta saber como será a recuperação – afirmou.


Cielo vê Pan como o primeiro passo olímpico

O nadador Cesar Cielo não perdeu tempo. Na Vila Pan-americana desde a quarta-feira, ele já começou a treinar nesta quinta. Isso porque, para o campeão olímpico, a competição de Guadalajara é o primeiro passo para as Olimpíadas de Londres, em 2012.

"Pessoalmente, 2007 foi muito importante. Espero que para os calouros seja tão bom quanto foi para mim e que seja mais uma experiência marcante para que eu chegue a Londres com uma bagagem ainda maior. O Pan é o primeiro passo olímpico", declarou.

Cielo vai nadar os 50 e 100m livre, além dos revezamentos 4x100 livre e medley. A competição começa dia 15. "Para nós da natação, que estamos muito acostumados com esporte individual, um evento como esse é um momento mais coletivo. É hora de pensar no grupo, no Brasil, e sair daqui pensando apenas nos Jogos Olímpicos", afirmou.

Ao lado do grupo, Cielo está hospedado na Vila Pan-americana. Ele sentia falta deste relacionamento com os outros atletas. "É muito legal ficar na Vila. Dá saudade do Pan, demora tanto para acontecer novamente. A Vila tem muitos atletas talentosos e é bom estar aqui. Agora é botar tudo em prova dentro da piscina", encerrou.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As meninas do Peito

Elas nadam o estilo peito, o mais criticado da natação feminina brasileira. Mas o quarteto fantástico que competirá no Pan Guadalajara está otimista em mudar este quadro como aconteceu com o masculino, hoje detentor de título mundial. Duas disputarão os 100m peito no terceiro dia (17/10) – Tatiane Sakemi e Carolina Mussi – e a que tiver melhor desempenho ainda integrará o revezamento 4x100m medley, no último dia da natação no México, 21/10. As outras – Michele Schmidt e Thamy Ventorin – disputarão os 200m peito no penúltimo dia, 20/10.

Michele Schmidt, do Corinthians, é a mais velha, mas chegou tarde à seleção brasileira. Aos 29 anos, formada em educação física e com duas pós no currículo, esta paulista de Pindamonhagaba nada desde criança, mas só foi se federar aos 18 anos.

- Na minha terra, treinava em academia e tentei nadar em cidades vizinhas, mas não deu muito certo. Só quando fui pra Suzano é que a natação aconteceu comigo. Conheci Fabíola Molina lá atrás, pois São José dos Campos é próxima da minha cidade – disse Michele. Quanto às críticas ao estilo, ela defende sua prova.

- Os 200m peito feminino é chamado por alguns de o mais fraco do Brasil, mas hoje vejo quatro meninas com praticamente a mesma capacidade de bons resultados. Numa competição como o Pan existe muita troca e certamente evoluiremos ainda mais na disputa com nossas adversárias. Não é uma questão de imitar, mas sempre pegamos uma coisa aqui e outra ali, que pode nos ser benéfico no futuro. Sonho alto, mas com pé no chão, que o time do peito feminino vai representar bem o Brasil – concluiu Michele, que tem como objetivo principal em Guadalajara melhorar seu melhor tempo, o da prata no Troféu Maria Lenk deste ano, quando quebrou a barreira dos 2m36, com 2m35s99. A prata no Maria Lenk deste ano foi sua única de 2010 pra cá, já que foi ouro no Maria Lenk 2010 e no Troféu Finkel de 2010 e 2011.

A derrota de Michele no Maria Lenk de maio passado veio para a capixaba Thamy Ventorin, de 24 anos, hoje no Minas Tênis, que marcou 2m35s58 (nota: No Maria Lenk 2011, Thammy e Michelle ficaram atrás da americana Rebecca Soni, que competiu pelo Minas e que conquistou a pontuação da vencedora. Mas por ser estrangeira, a segunda colocada, Thammy, também recebeu a medalha dourada e o título de campeã nacional, e a terceira, Michelle, a prata). Thammy conhece pouco sobre suas adversárias em Guadalajara.

- Conheço mais ou menos as americanas e canadenses, que são as favoritas. As outras são do mesmo nível e as enfrentaremos de igual para igual. Apesar de nunca ter nadado na altitude, fizemos uma boa aclimatação e acredito em melhora de meu próprio tempo – afirmou Thammy.

Já Carolina Mussi, de 23 anos, se vê novamente em boa fase.

- Desde o início do ano não estava achando meu estilão, de bastante apoio e pouca braçada. Agora voltei a me sentir bem, como há muito tempo não acontecia. Inclusive, passei a nadar bem os 200m peito novamente. Apesar de que não disputarei esta prova no Pan, mas sempre que estou bem nos 200m, meu 100m peito cresce – definiu Carol, que gosta de saber somente um pouco de suas rivais.

- Sempre é bom saber um pouco das principais adversárias, até para saber a estratégia. Às vezes, elas nadam forte nos primeiros 50 metros, mas não podemos desesperar, pois elas podem não manter na volta. Geralmente minha passagem não é legal, mas minha volta é boa – concluiu Mussi, que junto com Thamy e Michele são estreantes em Pan.

Já Tatiane Sakemi está num momento de transição na carreira e na vida. A paulista de 25 anos se mudou para Brasília, trocou de técnico e trancou a faculdade de odontologia.

- Me mudei pra Brasília e estou gostando muito. É fácil morar lá, bem tranquila. Conversei com o Ari (Arilson Silva, técnico-chefe do Pinheiros) e juntos resolvemos pela mudança, pois já estava há muito tempo com o mesmo treinador. Mas continuo nadando pelo Pinheiros. Estou me sentindo bem com as mudanças, inclusive na parte física – disse Sakemi, hoje treinada por Antônio Barbosa, o Toninho. Ela analisou o que acha que pode acontecer no Pan 2011.

- Conheço mais a Carol e falando por nós duas, estamos bem focadas nos 100m peito, que hoje é a única prova que venho treinando. Parei de treinar os 50m e os 200m, esta por não me sentir preparada para nada-la e sair bem da piscina. Fico muito cansada após uma prova de 200m peito. Hoje, mais experiente, não quero queimar etapas. Não creio em índice olímpico aqui, mas até a última seletiva, no Troféu Maria Lenk de 2012, sei que tenho chances. Não é impossível. Mas vou indo aos poucos, subindo do cinco para o seis, do seis para o sete, sem pular do seis pro nove. No Pan, não queremos regredir e sei que as americanas e as canadenses, além de uma jamaicana serão as adversárias mais fortes – concluiu Sakemi, que disputou o Pan Rio/2007, no qual ficou em 6º nos 100m peito, em 7º nos 200m peito, e seria bronze no 4x100m medley, que acabou perdendo a medalha devido ao problema com Rebeca Gusmão.

A experiência de Fabíola e a juventude de Gabriela juntas em Guadalajara

uando uma estreou em Jogos Pan-Americanos, a outra nem era nascida. Fabíola Molina, a Lady Pan, vai para sua quinta edição, e Gabriela Rocha, a caçula da equipe brasileira de natação aos 16 anos, mesma idade com que Fabíola foi a mais jovem da equipe nos Jogos de Havana/91, pode repetir a mesma trajetória.

Fabíola conquistou quatro medalhas na competição: prata nos 100m costas no Rio/2007; bronze no 4x100m medley em Mar Del Plata/95 e Winnipeg/99; e bronze nos 100m costas em Mar Del Plata. Era para ser cinco pódios, mas o bronze do reveza 4x100m medley no Rio de Janeiro foi cassado devido ao doping de Rebeca Gusmão.

Gabriela é a atual campeã brasileira juvenil dos 200m, 400m, 800m e 4x100m livre. Nascida em Vitória/ES, ela disputará os 800m livre em Guadalajara.

- Vai ser uma experiência fantástica. É a minha primeira vez na altitude, mas se tudo der certo, posso entrar em final e abaixar meus tempos. Competi no Torneio Quatro Nações, em julho, no Canadá, que foi logo depois da seletiva pan-americana deles. E as duas canadenses que se classificaram para Guadalajara na minha prova competiram comigo. Eu conquistei a medalha de prata, perdendo pra uma e vencendo a outra – disse Gabriela, estudante do 2º ano do ensino médio e que pensa em estudar fisioterapia.

Fabíola ia pro seu segundo Pan quando Gabriela nasceu.

- Esta é uma geração mais madura. Agora, o esporte é muito mais profissional.  O conselho que poderia dar a Gabi era o de se manter concentrada no que fazer. Esquecer as adversárias, quem está na raia ao lado, se tem fama ou recordes. Faça a sua prova. Mas nem preciso falar, pois eu a vi dando entrevista e uma das primeiras coisas que ela falou é de que estava focada na competição. Quando tinha 16 anos, jamais falaria isto. Era uma criança, tímida pacas, quase não falava. Hoje falo até demais. Mas disse pra ela aproveitar o momento, curtir a Vila, valorizar estas coisas, o que dá pra fazer sem perder a concentração – brincou Fabíola.

Analisando seus quatro Pans (ela ficou de fora de Santo Domingo/2003), Fabíola lembra de cada edição com detalhes.

- Em 91, era uma viajante. Estava feliz só por estar ali. Além de nova, fui sem meu técnico e fiquei um pouco assustada. Já em 95, mais madura e consciente, pois tinha ido morar nos Estados Unidos no ano anterior, conquistei minhas primeiras medalhas. Em Winnipeg/99 foi meio estranho. Disputei muitas provas – 100m e 200m costas e 200m e 400m medley – e tinha ficado doente um pouco antes. Não estava feliz em Nova York, onde treinava – disse

Fabíola, que acabou por não conseguir a vaga pra edição seguinte, na República Dominicana.

- Depois veio um período negro, do fim de 2002 até 2003, quando não consegui a vaga para o Pan. Meu consolo foi ver o Diogo entrar no time (Diogo Yabe, marido de Fabíola e também na seleção para Guadalajara). Mas comecei a valorizar outras coisas. Vi que estava colocando a natação acima da minha vida. Passei por um processo de renovação para aceitar estar de fora da seleção, buscar respostas… e isto tudo me fortaleceu. Aprendi muito e vi que não era menor por estar de fora do Pan-Americano. E por fim, em outra fase, veio o Pan do Rio de Janeiro, quando eu morava na Itália. Competir em casa foi bom, mas também foi difícil, já que minha avó faleceu um pouco antes. Nadei por ela e até hoje não sei como conquistei a prata dos 100m costas. O dia amanheceu frio e virei os 50 metros bem atrás. Vendo o vídeo depois, percebi que estava em quarto lugar a cinco metros da chegada. Esta medalha foi um presente – concluiu a Lady Pan da natação brasileira.

Em Guadalajara, Fabíola compete nos 100m costas no segundo dia (16/10) e integra o 4x100m medley no último dia da natação (21/10). Já Gabriela Rocha disputa as eliminatórias dos 800m livre no dia 18/10 e se ficar entre as oito finalistas, volta à piscina no dia seguinte.

domingo, 9 de outubro de 2011

Joanna Maranhão e Thiago Pereira nadarã 13 provas no Pan

Dos 40 nadadores da equipe brasileira de natação que disputará os Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011, dois cairão ao todo 13 vezes na piscina do Centro Aquático Scotiabank: Thiago Pereira nadará oito provas, enquanto Joanna Maranhão, cinco. Thiago nadará os 200m e 400m medley, 200m peito, 100m e 200m costas, 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley. Já Joanna está inscrita nos 200m e 400m medley, 200m costas, 200m borboleta e 400m livre.

Aos 25 anos, o nadador de Volta Redonda Thiago Pereira quer repetir o desempenho dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Na ocasião conquistou oito medalhas nas oito provas que disputou. Pelo feito, recebeu o carinhoso apelido de "Mister Pan". Foram seis de ouro, uma de prata e uma de bronze. "Quero tentar repetir o desempenho e conquistar o máximo de medalhas possível para o Brasil, o máximo que eu conseguir. Quem sabe, a mesma coisa ou até mais de ouro", disse o nadador, dono de 10 medalhas em duas edições do Pan (seis de ouro, duas de prata e duas de bronze).

Para Thiago Pereira o gostinho de nadar medley é o que faz continuar a nadar todas as oito provas. "O medley é a minha principal prova e, por conta disso, consigo nadar bem os quatro estilos, o livre, borboleta, peito e costas. Com a experiência que adquiri nos últimos quatro anos, já consigo o equilíbrio necessário", acrescentou.

Assim como Thiago, a pernambucana Joanna Maranhão estreou nos Jogos Pan-americanos em Santo Domingo 2003. Naquela ocasião, aos 16 anos, ganhou o bronze nos 400m medley. Para superar a maratona de cinco provas em Guadalajara, a atleta aposta na nova fase de sua carreira. "Estou mais madura, equilibrada, feliz e motivada para superar os desafios. Vou nadar as cinco provas nas quais. Se tivesse mais, nadaria numa boa e com prazer. Sei do meu potencial e não preciso provar nada para ninguém", afirma a canhota Joanna, que tem como superstição subir no bloco de partida com o pé esquerdo e se benzer com a mão esquerda.

Apesar de toda confiança e com o sentimento de superação, Joanna prefere não apontar a prova em que tenha mais condições de ganhar medalha. "Estou preparada para todas as cinco provas e sei que encontrarei fortes adversárias pela frente. Mas sei que só dependo do meu desempenho para alcançar os resultados", destaca a atleta, acrescentando que já se vê nos Jogos Olímpicos Londres 2012. "Quero fazer mais do que o índice para garantir a minha vaga", finalizou.

Joanna Maranhão confiante para estar em Londres

O primeiro dia da natação em Guadalajara terá a presença dos maratonistas de provas Thiago Pereira (oito provas) e Joanna Maranhão (cinco), além dos novatos dos 400m livre masculino – Giuliano Rocco e Lucas Kanieski – e ainda os 100m borboleta e o reveza 4x100m livre, ambos no feminino.

Na primeira competição em que as mulheres dominam a seleção brasileira (21 mulheres em 40 nomes), Joanna está numa outra fase de sua vida e carreira. Depois de um período instável, a nadadora que detém o melhor resultado individual feminino do Brasil na natação olímpica, quer atingir nova final olímpica nos Jogos de Londres/2012.

- Estou mais madura, mais preparada e focada no jogo, e não no que está em jogo. Estou feliz e vou encarar um desafio novo neste meu 3º Pan, que é o de disputar cinco provas, talvez seis (nota: há a possibilidade de Joanna ser colocada no 4x200m livre). Vou participar desta maratona sem problema algum, nadaria até mais se preciso for. Treino pra isto e meu corpo está bem. Hoje estou mais consciente e tranquila. Sou melhor como pessoa e como atleta – disse a pernambucana Joanna, de 24 anos, bronze nos 400m medley no Pan de Santo Domingo/2003, e que competirá em Guadalajara nos 200m e 400m medley, 200m borboleta, 200m costas e 400m livre. No Rio de Janeiro, em 2007, Joanna terminou em 4º lugar nos 200m e 400m medley, mas ajudou o revezamento 4x200m livre a conquistar bronze por ter participado das eliminatórias da prova.

Novamente motivada, Joanna não pensa mais em desistir dos 400m medley, prova em que se consagrou ao chegar em 5º lugar nos Jogos de Atenas/2004, competição em que também foi finalista no 4x200m livre, ao lado de Monique Ferreira, Mariana Brochado e Paula Baracho Ribeiro, finalizando na 7ª posição.

- Me vejo em Londres. Ainda não tenho o índice, mas estou otimista que conseguirei em mais de uma prova. Quero fazer nova final olímpica – concluiu a canhota Joanna, que sempre sobe no pódio com a perna esquerda e faz o sinal da cruz com a mão esquerda, pois "meu equilíbrio é todo pelo lado esquerdo". Ela tem tudo pra ser bem sucedida na mesma cidade em que Piedade Coutinho conquistou a melhor colocação da natação feminina brasileira – Jogos de Londres/48 – posição igualada por Joanna, 56 anos depois.

Nos 400m livre masculino acontece a estreia em Jogos Pan-Americanos de duas promessas da natação brasileira. Giuliano Rocco, 18 anos, melhor atleta do Sul-Americano Junior de Lima, em março deste ano, com cinco ouros (400m livre, 200m e 400m medley, 200m costas e 4x100m livre), além de ter ajudado o reveza 4x100m medley nas eliminatórias (na final, o quarteto, sem Rocco, conquistou prata); e Lucas Kanieski, 21 anos (ouro nos 800m e prata nos 400m e 1500m livre nos Jogos Desportivos Sul-Americanos de Medellín/2010). No mesmo ano, Lucas venceu os 1500m livre, na Copa Latina de Mar Del Plata. Em Guadalajara, ele competirá no primeiro dia – 400m livre – e no terceiro – eliminatórias dos 1500m livre (se passar pra final compete no quarto dia também).

- Tenho acompanhado quem serão meus adversários em Guadalajara, e creio que se repetir meu melhor tempo, faço final. Mas quero melhorar minha marca, porém conquistar medalha, ainda acho pesado pra mim, embora no esporte, tudo pode acontecer – disse Rocco, que tinha como melhor prova os 400m medley, mas após uma lesão em que ficou competindo apenas no estilo livre, passou a ser mais forte nos 400m livre, prova que lhe valeu a premiação individual no Sul-Americano de Lima, de melhor índice técnico.

Já Kanieski pensa mais no pódio pan-americano do que no tempo que fará.

- Lógico que penso em melhorar meus tempos e obter o índice olímpico. Mas na altitude vai ser complicado, principalmente nos 1500m livre, que é minha prova principal. Ainda não vi quem competirá comigo, mas meu objetivo é conquistar medalhas. Quero colocar meu nome na história – concluiu Lucas Kanieski.

Dois nadadores brasileiros são cortados do Pan

O Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011 (COPAG) ratificou, na noite deste sábado, dia 8, a decisão da UANA (União Americana de Natação, responsável pelos Esportes Aquáticos nos Jogos Pan-Americanos), que indicou o corte de dois nadadores da delegação brasileira.

A medida foi tomada em função do limite de nadadores inscritos ter excedido o número de 256 atletas e por falta de espaço na Vila Pan-Americana. Cortes ocorreram também em outras delegações, pelas mesmas razões.

Imediatamente, os atletas cortados - Rodrigo Castro e Ana Carolina Santos - foram comunicados. A Missão Brasileira autorizou que continuassem treinando com a equipe brasileira em San Luis de Potosi, mas os nadadores optaram pelo retorno imediato ao Brasil.

Inicialmente o COPAG solicitou o corte de seis atletas brasileiros. A Missão Brasileira lutou para manter todos os inscritos. "Infelizmente não conseguimos manter todos os atletas da natação. Fizemos o possível. Mas temos que colaborar com o Comitê Organizador e com o bom andamento dos Jogos", disse Bernard Rajzman, chefe da Missão Brasileira.

A delegação brasileira nos Jogos Pan-americanos tem 519 atletas inscritos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Natação brasileira começa no Pan com Daynara e Gabi Silva

A prova delas vai abrir os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, mas a opinião diverge quanto a isto. Daynara de Paula e Gabriella Silva, ambas de 22 anos, são as nossas representantes nos 100m borboleta.

Daynara de Paula é a única nadadora a já ter conquistado o índice olímpico para Londres/2012. Na Tentativa Mundial de abril deste ano, ela marcou 58s56. O índice olímpico é de 58s70. Já Gabriella ficou parada seis meses devido ao ombro esquerdo, que lhe causa problemas há tempos.

- Desde os meus seis anos que melhoro minhas marcas a cada ano, pelo menos até 2009. Estes dois últimos anos foram dolorosos porque meu trabalho não rendia. Meu ombro saía do lugar  a toda hora. Ainda não estou em forma, tanto que não acredito em índice aqui, até pela altitude. Mas fiquei muito tempo parada e não seria legal passar mais uma competição assim. Vai ser bom para entrar com mais ritmo nas próximas seletivas, começando pelo Open de dezembro. Seria bom conseguir até o Sul-Americano de Belém, em março de 2012, para não deixar para a última seletiva, o Troféu Maria Lenk de maio – disse Gabriella.

Daynara está mais tranquila por ter o índice, mas em seu primeiro Pan, espera o pódio e desempenhos tão bons ou melhores como os dos últimos Mundiais: finalista dos 50m borboleta (8ª) e semifinalista dos 100m borboleta (12ª) em Roma/2009 (8ª), e semifinalista dos 50m borboleta em xangai/2011 (10ª). Nos 100m borboleta, ela não esteve bem em Xangai (21ª) e nos Jogos Olímpicos de Pequim/2008 (34ª).

- Estou treinando bem e quero fazer meu melhor. Só não gosto deste negócio de minha melhor prova ser no primeiro dia como foi em Pequim e agora recentemente, em Xangai. Preferia "quebrar o gelo" em outra prova, para só depois cair na água para os 100m borboleta (nota: Daynara também competirá nos 100 livre e 4x100m livre). Nem lembro minha colocação em Pequim. Quando vou mal, procuro esquecer – concluiu Daynara.

Já Gabi pensa o contrário quanto a abrir a competição.

- Já me acostumei. No último Pan foi assim. Nas Olimpíadas também. Acho até melhor do que estrear no meio da competição, ansiosa, vendo todos os colegas nadando, ganhando medalhas, batendo recordes, e eu esperando. E ainda tem o fato de que o revezamento 4x100m medley será disputado no último dia. Ou seja, quem for nadar, estará descansada (nota: aquela que tiver o melhor performance nos 100m borboleta, entrará no revezamento medley).

O primeiro dia da natação em Guadalajara (15/10) terá os 100m borboleta feminino (Daynara e Gabriella); os 400m livre (Giulianno Rocco e Lucas Kanieski); os 400m medley feminino (Joanna Maranhão e Larissa Cieslak) e masculino (Thiago Pereira e Diogo Yabe) e o revezamento 4x100m livre feminino (Flavia Delaroli, Daynara de Paula, Michelle Lenhardt e Tatiana Lemos).

Prefeitura do Rio lança campanha contra dengue nas escolas

Para tentar reverter o quadro de epidemia de dengue previsto para o próximo verão, a prefeitura do Rio de Janeiro lançou nesta sexta-feira (7) o Dia D de Combate à Dengue nas escolas e creches municipais. O lançamento ocorreu na Escola Municipal Benedito Ottoni, no Maracanã, zona norte da cidade. As crianças receberam o Kit Dengue, que inclui cartazes e DVD com informações gerais a respeito da doença. Todas as escolas com turmas do 1º ao 5º ano receberam o kit.

O prefeito Eduardo Paes disse que, embora o governo municipal esteja em um estágio avançado no combate à dengue, sem a participação maciça da população a previsão é que o Rio tenha a pior epidemia do verão de 2012.

– Temos um número bom de agentes de saúde, temos o fumacê [inseticida que elimina o mosquito], temos o Programa Saúde da Família. Mas apesar de tudo isso tenho convicção de que esta será a pior epidemia da história. Espero estar errado, mas é importante que as pessoas colaborem. Pelo menos dois terços dos casos são pessoas que têm criadouro em casa.

Aluna do 5º ano, Ana Clara Soares, 11 anos, disse que vai repassar tudo que aprendeu sobre a dengue para a família e amigos e que vai fiscalizar a vizinhança. 

– Não pode deixar água parada senão vai ficar muito ovo e muito mosquitinho. Uma amiga minha já teve dengue, dá febre alta, mancha e dor no corpo. É muito perigoso.

Na parte da manhã, a prefeitura promoveu a 5ª Caminhada de Mobilização contra a Dengue. Profissionais de saúde e voluntários caminharam por ruas da cidade buscando identificar focos do mosquito Aedes aegypti.

No dia 1º de setembro, o prefeito decretou estado de alerta contra a dengue na cidade. Entre as medidas anunciadas à época estão a duplicação do número de agentes de vigilância em saúde, a ampliação do número de polos de atendimento e a aquisição de novos carros e equipamentos.

NEste sábado (8), durante a reunião bimestral de pais, realizada em todas as escolas, todos os responsáveis pelas crianças receberão um panfleto com informações sobre a doença e como preveni-la. Estão previstas palestras com técnicos da Secretaria de Saúde, até o final do ano, para professores e alunos. Além disso, o tema será incluído no programa pedagógico.

Até o fim do próximo verão, haverá mutirões para identificar e eliminar focos do mosquito causador da doença nos bairros da cidade.

Manaus terá competição de natação no meio do rio Negro

O rio Negro - um dos cartões postais de Manaus - será "invadido" pelas braçadas de mais de 70 nadadores no Circuito de Águas Abertas, a partir das 8h (9h de Brasília) de domingo. A competição, tradicional no calendário esportivo de Manaus, terá sua primeira edição este ano com provas disputadas nos mil e três mil metros.

Conhecido por sua imensidão e volume d'água , o rio Negro impõe aos nadadores que se arriscam em suas águas maior dificuldade no desenvolvimento de suas braçadas e, por isso, é escolhido por muitos atletas como ideal para treinar.

- Treinar no rio Negro é ótimo porque nos fortalece, nos prepara melhor para competições que são realizadas fora do Amazonas, principalmente no mar. Então, vou encarar esta prova como mais um treino, algo que vai ajudar a reforçar minha resistência - explicou a nadadora Giovanna Reis, que ganhou o título de rainha do mar, no último mês de agosto, ao vencer uma prova de natação no Rio de Janeiro.

Outro que também garantiu título de nobreza - o de rei do mar - e que também estará na disputa do rio Negro é Vitor Gadelha.

- Aqui a água é mais escura, o que torna mais difícil a localização de um ponto. Já no mar, ou em uma lagoa, por se tratar de água mais clara, fica mais fácil localizar as bóias, portanto treinando no rio Negro, estaremos mais fortalecidos fora do Amazonas - reforçou o atleta.

Experiência nas águas

Não são apenas os mais jovens que terão vez no Circuito de Águas Abertas. Maria Nazaré, 57, nada desde os dois anos e também participará da competição na categoria master.
- Eu me sinto feliz nadando, competindo, e não pretendo parar. Sinto que faz bem para minha saúde. Acho até que sou um exemplo para crianças e adolescentes sedentários - comentou.

Disputa em cinco categorias

Além da master - para nadadores com mais de 30 anos, a prova será disputada em outras quatro categorias: petiz para atletas de 11 e 12 anos, infantil para atletas de 13 e 14, juvenil para quem tem 15 e 16 anos e júnior/sênior para atletas que tenham pelo menos 16 anos e menos que 30.
- A prova será domingo, com largada às 8h, no flat do Tropical Hotel Manaus, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. O local será o mesmo para a chegada dos nadadores. A competição será disputada nos mil e três mil metros e não haverá separação nas provas. Homens e mulheres competirão juntos - explicou o presidente da Federação Amazonense de Desportos Aquáticos (Fada), Vitor Façanha.

Prova será em um dos rios mais extensos do mundo

O rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas e está entre os mais extensos rios de água doce do planeta. Ele é navegável por 720 Km acima de sua foz e pode chegar a ter apenas um metro de água no período da seca. Além disso, há muitos bancos de areia em seu percurso. Por outro lado, na estação das chuvas, ele transborda, inundando as regiões ribeirinhas em distâncias que vão de 32 a 640 Km.
 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cielo e cia fazem o primeiro treino no México

Liderada pelo campeão mundial Cesar Cielo, a equipe brasileira de natação chegou nesta quarta-feira ao México e já caiu na água para os primeiros treinos para os Jogos Pan-Americanos. Os nadadores fazem aclimatação no Clube Esportivo La Loma, em San Luis Potosí, cidade que fica a 1.900m de altitude. No dia 12, seguem para Guadalajara (1.500m), palco da competição.

Dos 40 atletas da equipe, apenas Nicholas Oliveira irá direto para Guadalajara. As provas começam no dia 15, um dia depois da cerimônia de abertura dos Jogos.

Cielo nadará os 50m e 100m livre, além dos revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley. Thiago Pereira, dono de seis medalhas de ouro no Pan do Rio-2007, se inscreveu em oito provas em Guadalajara: 200m e 400m medley, 100m e 200m costas, 200m peito e três revezamentos. Ele tenta superar o mesa-tenista Hugo Hoyama (nove ouros em Pan).

- Acabamos de chegar em La Loma! Que viagem cansativa... um treininho de leve agora e depois descansar para amanhã!!! - escreveu Thiago Pereira em seu perfil em uma rede social.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cesar Cielo inicia adaptação a altitude de Guadalajara

O nadador Cesar Cielo segue com a seleção brasileira para San Luís Potosi, no México, nesta terça-feira (4/10), para uma fase de adaptação à altitude - a cidade está a 1.900 m acima do nível do mar - no centro de treinamento La Loma, na última fase de preparação para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A natação começa no dia 15 e vai até o 21. Cielo vai defender os títulos individuais conquistados no Pan do Rio/2007, nos 50 m e 100 m livre, e também está inscrito para nadar os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley. Os nadadores sairão de La Loma rumo a Guadalajara no dia 12/10.

"A primeira vez que competi em altitude foi em 2006, num Sul-Americano, e sofri bastante. Essa coisa de chegar em cima da hora ou bem antes para se adaptar varia de pessoa para pessoa. Lembro que pesou para mim. Nadei na época os 100 m livre para 50s. Uma hora depois fui para o revezamento e aumentei meu tempo em dois segundos. Senti cansaço. Quero ver como vou reagir", observa Cielo. Guadalajara está a 1.500 m de altitude.

"Vai ser interessante chegar um pouquinho mais cedo para sentir a altitude nas situações do dia a dia. Será bom para aumentar a nossa sensibilidade e chegarmos à competição um pouco mais confortáveis. Eu, pessoalmente, não sei nem o que esperar porque será a primeira vez que vou para a altitude com um tempo maior. Não tirei férias depois do Mundial, mas estou bem preparado, bem treinado, em boa forma física. Achar aquela motivação mental vai ser um pouco mais complicado. É vencer esse medo da altitude antes de a competição começar, tentar se acostumar. É tentar fazer os melhores tempos do ano para entrar em férias e depois começar a pensar na Olimpíada", avalia Cielo.

Para o técnico Alberto Silva, o Albertinho, que comanda o Projeto Rumo ao Ouro em 2016, o PRO 16, que tem Cielo e outros nadadores da elite, a passagem por La Loma não será de preparação em altitude porque seria necessário um tempo maior, de pelo menos 21 dias, para isso. O objetivo é mesmo "uma adaptação à sensação provocada pela altitude que os nadadores vão encontrar em Guadalajara".

Cielo quer repetir os dois ouros que conquistou no Rio, em 2007, e fazer, em Guadalajara, tempo parecido nos 50 m livre aos 21s52 da conquista do bicampeonato mundial, em Xangai, em agosto. "É difícil falar sobre tempo agora porque a temporada não foi feita para o Pan, mas acho que estou em condições físicas melhores do que no Mundial."

Brasil viaja com mais mulheres para o Pan

Elas nunca foram tantas e nunca tiveram tanto destaque. As mulheres terão 46% das vagas do Brasil no Pan de Guadalajara. Um recorde.

O país irá com 522 atletas aos Jogos do México, a maior delegação da história após a do Pan do Rio-2007. Serão 240 mulheres e 282 homens.

No evento carioca, o Brasil inscreveu 660 competidores. Por ser sede do torneio, tinha vaga em todas as disputas.

Naquela equipe, elas eram 287, mas representavam 43,4% do total de vagas. Agora, no México, os brasileiros disputarão 43 modalidades das 49 que integram o programa pan-americano.

O nado sincronizado e a ginástica rítmica têm só provas femininas. No rúgbi, há apenas seleções masculinas. Além de crescer em número, a delegação feminina brasileira deu um salto de qualidade. Chega ao Pan mais badalada, graças a feitos inéditos obtidos nos últimos anos. Em Pequim-2008, Maurren Maggi obteve o ouro no salto em distância. É favorita ao pódio no Pan, que terá a cerimônia de abertura no dia 14.

O time feminino de vôlei também foi ouro na China. Neste ano, Fabiana Murer conquistou o título no salto com vara no Mundial da Coreia do Sul. No remo, Fabiana Beltrame também ganhou um inédito ouro para o Brasil no Mundial-2011 e competirá como favorita no Pan.

No Mundial de judô de 2011, as brasileiras ficaram à frente dos homens pela primeira vez. Foram três medalhas: uma de prata, com Rafaela Silva, e duas de bronze, com Sarah Menezes e Mayra Aguiar. A equipe masculina conquistou uma prata, com Leandro Cunha, e um bronze, com Leandro Guilheiro.

Nos times mais numerosos que vão a Guadalajara as mulheres também predominam. São as principais estrelas no atletismo, modalidade em que o Brasil terá 62 nomes (30 homens) no México.

Na natação, elas também aparecem em maior número (21 a 19, se não forem confirmados cortes pedidos pelos organizadores), mas não contam com o mesmo brilho. Os grandes nomes do Brasil são o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, o campeão mundial Felipe França e Thiago Pereira, maior medalhista de uma única edição de Pan -oito pódios, sendo seis ouros, no Rio-2007.

O atleta mais jovem do Brasil no México também é uma mulher: Andressa Mendes, 14, dos saltos ornamentais.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Natação embarca hoje para o Pan Americano

A seleção brasileira de natação embarca para o México nesta terça-feira, 4/10, no vôo AM 0015, com saída prevista para as 22h55 do aeroporto de Guarulhos. Os atletas farão o período de aclimatação visando os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em San Luis de Potosi, no Centro de Treinamento de La Loma.

Antes de suas principais competições, a natação sempre realiza períodos de aclimatação em locais próximos aos do evento principal. O CT de La Loma já foi utilizado em diversas ocasiões por atletas de natação e maratonas aquáticas para treinamento em altitude, pois está há 1900m acima do nível do mar. O período que antecede o Pan vai servir principalmente para que os atletas se acostumem com a principal adversária destes Jogos: a altitude.

Localizada há 1500m acima do nível do mar, Guadalajara será um desafio a mais para os nadadores brasileiros.

- É muito difícil até apontar favoritos para as provas, pois cada atleta reage de forma diferente à altitude. Essa será uma fase muito importante para todo o time – disse o supervisor técnico de natação da CBDA, Ricardo de Moura.

Os nadadores sairão de La Loma rumo a Guadalajara no dia 12/10. As provas no Centro Aquático Scotiabank acontecem de 15 a 21 deste mês.

Kaio Márcio aponta altitude como adversária no Pan

O nadador Kaio Márcio Almeida, um dos principais nadadores brasileiros nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, fará um período de aclimatação com outros membros da equipe na cidade de San Luiz de Potosi. O objetivo é acostumar-se á altitude, um dos desafios dos brasileiros no Pan.

"A altitude é um adversário a mais. Tem que saber dosar a força para não dar tudo logo no início e depois perder o fôlego", afirmou Kaio Márcio, que usará o período em Potosi – com 1800 acima do nível do mar – para ganhar experiência nessas condições e acostumar o corpo ao clima.

A natação nos Jogos Pan-americanos de 2011 será realizada entre os dias 15 a 22 de outubro em 34 provas, sendo 17 masculinas e 17 femininas.


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